SISTEMAS METEOROLÓGICOS
Os anticiclones e as depressões são sistemas sinópticos e o seu posicionamento e evolução condicionam, de uma forma geral, o estado do tempo num determinado local. Existem sobre o Globo extensas regiões anticiclónicas e depressionárias, com posições e condições quase estacionárias durante um longo período de tempo (um ano ou uma estação) e, neste caso, têm o nome de centros de ação. Anticiclones.
Os anticiclones estão habitualmente associados a condições meteorológicas estáveis, sem precipitação ou com precipitação pouco intensa (consoante a massa de ar presente). As ondas de frio, no Inverno, e de calor, no Verão, estão muitas vezes associadas à persistência de anticiclones sobre o Continente. Estas situações sinópticas favorecem o transporte continental de massas de ar, frio no Inverno e quente no Verão.
Figura 1 - Representação à superfície (n.m.m.) de um centro de altas pressões no Atlântico Norte
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Figura 2 - Representação da Circulação do ar à superfície (n.m.m.) num centro de altas pressões no Atlântico Norte
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Por outro lado, as depressões ou centros de baixas pressões estão, em geral, associadas a situações com precipitação, por vezes intensa. Podem desenvolver-se sobre terra devido ao aquecimento diferencial da superfície do Globo (por exemplo em zonas costeiras), designando-se por depressões de origem térmica. Estas depressões observam-se na Península Ibérica, em especial no período entre Maio e Setembro, podendo, em determinadas situações, desencadear instabilidade atmosférica suficiente para originar trovoadas, tipicamente caracterizadas pela ocorrência de aguaceiros (de chuva e/ou granizo), rajadas de vento e relâmpagos. Depressões.
Figura 3 - Representação à superfície (n.m.m.) de um centro de baixas pressões no Atlântico Norte
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Figura 4 - Representação da circulação do ar à superfície (n.m.m.) num centro de Baixas pressões no Atlântico Norte
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Os sistemas frontais correspondem a regiões de separação de massas de ar com características termodinâmicas distintas e estão associados a depressões, constituindo um mecanismo eficaz de geração de precipitação. Após a passagem de uma superfície frontal fria, podem formar-se regiões organizadas de maior instabilidade atmosférica, designadas por linhas de instabilidade. Sistemas Frontais.
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