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Evolução da Seca Meteorológica 2004-2006:
Situação Actual (31 Janeiro 2006)
A seca meteorológica iniciada em 2004 mantém-se em 31 de Janeiro de 2006 no Continente português, afectando 92% do território, com 83% em seca fraca e 9% em seca moderada, os dois níveis inferiores de severidade.
Esta situação evidencia um ligeiro agravamento relativamente ao final de Dezembro de 2005, particularmente na seca moderada que registava 1% naquela data, mantendo-se o mesmo nível em seca fraca (83%).
Comparação com igual período de 2005
O grau de severidade da seca meteorológica é significativamente menor no corrente ano em comparação com a situação em final de Janeiro de 2005 que afectava a totalidade do território, registando-se nessa data 24% em seca extrema, 51% em seca severa e 25% em seca moderada.
Evolução da Situação Meteorológica
Desde o início do corrente ano hidrológico (Outubro de 2005) regista-se no território do Continente um abrandamento da intensidade de seca meteorológica, que se ficou a dever sobretudo à precipitação ocorrida no mês de Outubro que, com 152mm em termos médios e com distribuição generalizada no território, se situou acima dos valores médios para este mês (96mm).
Os meses seguintes (Novembro, Dezembro e Janeiro) reflectem, porém, valores de precipitação inferiores em cerca de 163mm no total relativamente aos valores médios do período de referência, sendo de menos 24mm em Novembro, menos 50mm em Dezembro e menos 88mm em Janeiro.
O Índice PSDI – Índice através do qual o Instituto de Meteorologia monitoriza a seca meteorológica - reflectia em Setembro de 2005 uma situação em que a totalidade do território se encontrava em situação de seca, distribuída por 61% em seca extrema, 36% em seca severa e 3% em seca moderada. Em 31 de Janeiro de 2006 esta situação alterou-se favoravelmente, encontrando-se agora o território do Continente com 83% em seca fraca e 9% em seca moderada.
4. Situações mais gravosas
Com recurso ao Índice PDSI conclui-se que as situações mais gravosas de seca meteorológica, em 31 de Janeiro de 2006, ocorrem no Alentejo Interior e no nordeste de Trás-os-Montes.
Cenários de Evolução
Para a situação de seca terminar no mês de Fevereiro seria necessário que nas regiões do litoral Norte e Centro ocorressem quantidades de precipitação entre os 150mm e o 200mm, valores superiores ao normal e que se verificam em 40% dos anos e nas regiões do interior Norte e Centro e regiões do Sul essas quantidades fossem superiores a 100mm, situação que somente ocorre em 20% dos anos.
Antevisão da Situação Meteorológica
Numa antevisão da situação meteorológica para os próximos 9 dias prevê-se ocorrência de precipitação a partir de 2 de Fevereiro que se manterá previsivelmente durante o dia 3. A temperatura apresenta uma tendência para descida, sobretudo entre 4 e 9 de Fevereiro.
Para uma previsão a médio prazo e com a interpretação das previsões do Centro Europeu de Previsão a Médio Prazo pode admitir-se que durante o mês de Fevereiro a precipitação no território do Continente será inferior ao normal durante a presente semana e superior ao normal na semana de 13 de Fevereiro para todo o território.
Chama-se, porém, a atenção de que as previsões meteorológicas de médio e longo prazo assumem um carácter probabilístico, não podendo, por isso, ser admitidas com elevado grau de rigor determinístico e devendo ser continuamente revistas.
O Instituto de Meteorologia continuará a monitorizar a situação no quadro do seu Sistema de Vigilância e Alerta de Secas e informará sempre que se registem anomalias significativas.
Relatórios - Comissão para a Seca 2005
O IM tem vindo a monitorizar a situação de seca meteorológica de 2004-2006, com recurso à avaliação dos resultados do Índice PDSI.
Em resultado dessa acção de vigilância, exercida no quadro das suas competências institucionais, o IM emitiu um primeiro alerta para a situação de seca em Dezembro de 2004.
Após a constituição da Comissão para a Seca 2005, através da Resolução do Conselho de Ministros nº. 83/2005, de 31 de Março, o IM passou a integrar aquela Comissão e o Secretariado Técnico, continuando a produzir relatórios periódicos de acompanhamento da situação de seca, os quais após a sua inclusão nos Relatórios da Comissão e posterior divulgação pública são disponibilizados nesta página do site do Instituto.
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